QUEDA DE BRAÇO: Austrália X Refugiados Ambientais

Devido ao tamanho de seu território e à sua posição preponderante no Pacífico-sul, a Austrália tornou-se almejada por refugiados, principalmente dos da categoria ambiental. É óbvio que, sendo uma potência regional, caberia a ela a responsabilidade sócio-humanitária (ou até mesmo a “obrigação”, do ponto de vista de alguns) de receber essas pessoas, visto que nenhum outro país da região teria melhor condição de fazê-lo. Contudo, o país tem reagido com certa hostilidade, com políticas “anti-refugiados”, ou seja, se recusa a aceitar refugiados em grandes números, principalmente de seus vizinhos insulares.

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O país vem sendo pressionado, principalmente pelo Kiribati e Ilhas Maldivas, que estão entre os países mais vulneráveis ao aumento do nível do mar; eles tentam convencer o governo australiano a receber suas populações. A Austrália, por sua vez, além de não estar disposta a aceitar refugiados, já chegou a enviar alguns que se encontravam em seu território, para seus países de origem ou vizinhos, tendo também “congelado” o processo de pedidos de vistos de alguns países.

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Outro problema a ser considerado é a crescente xenofobia por parte dos cidadãos australianos que, por exemplo, denominam os refugiados de boat people (Povo da canoa). O interesse da população tem crescido em relação a esse tema nos últimos anos, e casos de violação de direitos humanos com refugiados só aumentam a preocupação com o bem-estar dos refugiados dentro do país, e daqueles que podem vir a chegar.

Luiz Felipe Dias.

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