Tabela de horários do Comitê.

Prezados Delegados,

Os dias do MINIONU se aproximam, e é essencial que todos saibam o cronograma do MINIONU e do nosso Comitê. Muitos tem me procurado para saber a respeito dos horários, por isso fiz uma pequena tabela com eles e as principais atividades dos dias de simulação. Lembrando que é um cronograma, pequenas alterações podem ser feitas, mas o ideal é que sigamos o esquema abaixo.

Atenciosamente,

Rogger

TABELA DE HORÁRIOS

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  • Preciso ir na 1ª sessão? Sim, mesmo sabendo as regras é necessário que todos compareçam. Nessa sessão além da revisão de regras, vamos discutir a agenda do Comitê. Ou seja, vamos de fato começar os trabalhos como ACNUR (2020) nesse dia. Aqueles que não comparecerem, acarretará em falta, o que pode complicar a retirada do certificado de participação do MINIONU.

Rogger Marinho.

REIVINDICAÇÕES: Conheça as dos refugiados ambientais.

Fornecer abrigo aos refugiados não é a única tarefa designada aos países, pois de nada adiantaria acolher essas pessoas e deixa-las, basicamente, possuindo o que puderam carregar de seus lares. O Estado, obviamente, deverá disponibilizar condições mínimas de sobrevivência para essas pessoas, em um primeiro momento. No entanto, é natural que essas populações reivindiquem e apelem em favor de seus interesses. Porém, o apelo da categoria de refugiado ambiental é peculiar, ele existe antes mesmo da migração ser iniciada. Pois o risco de perda do território do país é eminente, consequentemente, a perda de seus locais sagrados, ritos religiosos e laços culturais também estão ameaçados. A busca de países que respeitem esses padrões é essencial para o bem estar físico, psicológico e sócio-cultural desses refugiados.

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No geral, as populações de refugiados preferem ser vistas como trabalhadores procurando novas oportunidades, por isso, esperam encontrar um mercado onde possam se inserir para que possam viver com dignidade, pretendem também manter suas respectivas culturas nos países de destino. Entretanto, é necessário assegurar-se de que essas pessoas tenham as boas condições de vida que desejam e que não com o preconceito, discriminação ou xenofobia. Elas terão de se adaptar a sociedades bem diferentes das suas, e isso pode ser um problema, pois quando populações são minorias e possuem culturas diferentes da maioria, a probabilidade de segregação social é grande. O que pode levar à criação dos conhecidos guetos, fazendo com que a minoria seja oprimida pela maioria. Por esse motivo, os refugiados também exigem respeito aos direitos humanos por parte dos governos e cidadãos.

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Luiz Felipe Dias.

POSSO AJUDAR? As medidas de auxílio ao refugiado

  • Repatriação voluntária: sendo a solução duradoura escolhida pela maioria dos refugiados, a repatriação voluntária requer o comprometimento total por parte do país de origem com a reintegração da sua própria população, para que esse processo se dê com segurança e dignidade. A repatriação voluntária também necessita do apoio contínuo da comunidade internacional para assegurar um ambiente estável àqueles que tomam a brava decisão de voltar para casa e reconstruir suas vidas.

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  • Integração local: Milhões de refugiados ao redor do mundo vivem ano após ano com pouca esperança de retornar ao seu país de origem. Alguns não podem voltar para casa porque seus países estão envolvidos em conflitos intermináveis, problemas ambientais ou, mais frequentemente, por temerem ser perseguidos quando retornarem. Nos casos em que a repatriação voluntária não é uma opção viável, encontrar um lar no país de asilo e integrar-se na comunidade local pode oferecer uma solução duradoura ao refugiado e a oportunidade de recomeçar sua vida. A integração local é um processo complexo e gradual que compreende dimensões jurídicas, econômicas, sociais e culturais distintas, mas relacionadas entre si, e que impõe demandas consideráveis tanto do indivíduo quanto da sociedade que o recebe. Em muitos casos, este processo termina com a naturalização do refugiado no país de asilo.

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  • Reassentamento em um terceiro país: Alguns refugiados não podem voltar para casa ou não estão dispostos a fazê-lo. Muitos inclusive vivem em situações perigosas ou têm necessidades específicas que não podem ser resolvidas nos países onde buscaram proteção. Em tais circunstâncias, o ACNUR ajuda a reassentar refugiados em um terceiro país, como a única solução segura e viável. Apenas um pequeno número de países participa dos programas de reassentamento do ACNUR. Os Estados Unidos são o principal país de reassentamento em todo o mundo. O país de reassentamento proporciona aos refugiados proteção jurídica e física, incluindo acesso a direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais sob as mesmas bases dos seus cidadãos nacionais. Estes países também devem permitir que os refugiados tornem-se cidadãos naturalizados.

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FONTE: http://www.acnur.org/t3/portugues/a-quem-ajudamos/solucoes-duradouras/

Rogger Marinho

QUEDA DE BRAÇO: Austrália X Refugiados Ambientais

Devido ao tamanho de seu território e à sua posição preponderante no Pacífico-sul, a Austrália tornou-se almejada por refugiados, principalmente dos da categoria ambiental. É óbvio que, sendo uma potência regional, caberia a ela a responsabilidade sócio-humanitária (ou até mesmo a “obrigação”, do ponto de vista de alguns) de receber essas pessoas, visto que nenhum outro país da região teria melhor condição de fazê-lo. Contudo, o país tem reagido com certa hostilidade, com políticas “anti-refugiados”, ou seja, se recusa a aceitar refugiados em grandes números, principalmente de seus vizinhos insulares.

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O país vem sendo pressionado, principalmente pelo Kiribati e Ilhas Maldivas, que estão entre os países mais vulneráveis ao aumento do nível do mar; eles tentam convencer o governo australiano a receber suas populações. A Austrália, por sua vez, além de não estar disposta a aceitar refugiados, já chegou a enviar alguns que se encontravam em seu território, para seus países de origem ou vizinhos, tendo também “congelado” o processo de pedidos de vistos de alguns países.

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Outro problema a ser considerado é a crescente xenofobia por parte dos cidadãos australianos que, por exemplo, denominam os refugiados de boat people (Povo da canoa). O interesse da população tem crescido em relação a esse tema nos últimos anos, e casos de violação de direitos humanos com refugiados só aumentam a preocupação com o bem-estar dos refugiados dentro do país, e daqueles que podem vir a chegar.

Luiz Felipe Dias.

PACIFIC ACCESS CATEGORY (PAC)

As consequências das alterações climáticas são diversas e desastrosas, e uma das mais difíceis de lidar, é a questão dos refugiados climáticos. Buscando chegar à uma solução ou amenização para esse problema, os governos de Tuvalu, Fiji, Kiribati, Tonga e Nova Zelândia criaram a Categoria de Acesso do Pacífico (PAC).

nz passportO PAC é um acordo de imigração firmado em 2001, por esses governos, com o objetivo de assegurar que os refugiados ambientais, que foram deslocados de suas casas pelos efeitos da mudança do clima, possam ser realocados em um ambiente menos vulnerável. Cada país possui uma quota de cidadãos que podem ter uma residência garantida na Nova Zelândia a cada ano. Tuvalu e Kiribati possuem uma cota de 75 moradores, enquanto Tonga e Fiji, 250. Uma vez que o governo australiano se recusou a aceitar quaisquer refugiados ambientais de Tuvalu, a Nova Zelândia concordou em aceitar a população inteira do país, aproximadamente 11.000 habitantes.

Ainda que a Nova Zelândia possua políticas de imigração bem mais flexíveis do que as da Austrália, o cidadão requerente deve cumprir uma série de requisitos pré-estabelecidos antes de se enquadrar no PAC, o que acaba por excluir parte da população de Tuvalu, e fazer com que refugiados ambientais originários dos mais diversos países da região encontrem enorme dificuldades para se reestabelecerem.

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Alguns dos requisitos são:

Os requerentes devem possuir o status de cidadão de Kiribati, Tonga, Tuvalu ou Fiji;

  • Possuir idade entre 18 e 45 anos;
  • Possuir um nível aceitável de oportunidade de emprego na Nova Zelândia;
  • Possuir um nível satisfatório de fluência em inglês;
  • Possuir uma renda mínima, caso o requerente tenha algum dependente;
  • Possuir uma saúde boa e um histórico de bons antecedentes criminais.

A análise desses pré-requisitos leva à conclusão de que a população mais vulnerável – composta de idosos e pobres – terão problemas para serem aceitos como candidatos principais para o programa. É possível perceber ainda, as enormes dificuldades para sanar o problema dos refugiados ambientais. E para alcançar à cooperação quanto a essa questão, uma vez que mesmo os países mais abertos a ajudar os refugiados apresentam determinadas restrições.

Letícia do Carmo.

Documento de Posição Oficial (DPO): Como fazer? Pra quê?

Para ajudá-los, segue aqui uma série de orientações acerca do Documento de Posição Oficial (DPO) que cada um de vocês deve entregar durante a revisão de regras nos dias do MINIONU. Vamos discutir mais detalhadamente como produzir esse documento. Lembrem-se, a redação de um bom DPO só é possível quando você já leu o Guia e buscou informações sobre o tema e a posição de sua representação.

O que é um DOCUMENTO DE POSIÇÃO OFICIAL?

Um Documento de Posição Oficial é um documento redigido pelo embaixador do país a ser representado para delimitar qual o posicionamento que aquele país tem em relação a questão a der debatida. O que ele defende, quem ele apoia, quais suas prerrogativas, o que seu país espera, como seu país se insere no comitê, etc.

Para que serve um DPO?

O Documento de Posição Oficial serve para orientar todos os delegados presentes no comitê. Nesse sentido, é a partir do DPO que todos os delegados podem ter acesso a posição específica de cada país dentro daquele comitê. Todos os delegados tem acesso ao DPO’s que estarão disponíveis na mesa durante a simulação.

Como escrever um DPO?

Escrever um Documento de Posição Oficial pode parecer complicado, especialmente para delegados iniciantes. Entretanto, com uma boa pesquisa e a dedicação de certo tempo e atenção à tarefa, seu DPO ficará excelente!

O padrão de DPO do MINIONU tem apenas uma página, fonte Times New Roman ou Arial, tamanho 12. Seu documento deve incluir uma breve introdução, seguida de uma exposição detalhada da posição de sua representação durante os debates. Um bom Documento de Posição Oficial não contém apenas fatos e informações, mas também sugestões ou idéias sobre como deve ser a resolução do comitê (obviamente, você deve citar apenas suas expectativas com relação à resolução).

Ademais, tente responder no DPO algumas das perguntas propostas pelo seu diretor no Guia de Estudos. Dessa maneira, sua posição fica ainda mais clara e você consegue se orientar melhor na definição de suas estratégias de negociação.

Quais são os elementos que um bom DPO deve conter?

Caros, para que vocês tenham em mente o que colocar no DPO, segue uma breve lista de informações que fazem com que seu texto atenda às expectativas da equipe MINIONU. Não se desespere se não conseguir incluir todos esses elementos, mas faça o possível para incluir pelo menos a maioria deles.

  • O cabeçalho deve conter o nome do delegado, o colégio, o brasão do país ou a logomarca (no caso de Organismos Internacionais);
  • Breve introdução da posição do seu representação e da história da mesma no que se refere ao tema abordado;
  • Como o assunto do comitê afeta sua delegação;
  • As políticas adotadas pela sua representação no que se refere ao tema do comitê e, se possível, uma breve justificativa para essas políticas;
  • Citações de falas de líderes do seu país sobre o assunto a ser discutido;
  • Estatísticas que apóiem a posição do seu país com relação às discussões;
  • Ações tomadas pelo seu governo/representação no que diz respeito ao tema do comitê;
  • Convenções ou resoluções que sua representação assinou ou ratificou;
  • Ações de organizações internacionais apoiadas pela sua delegação, bem como ações vistas “com maus olhos” pela sua representação;
  • O que o seu país acredita, objetivamente, que deve ser feito para lidar com o problema proposto pelo comitê;
  • O que o seu país espera ser incorporado na resolução do comitê;
  • Como a posição dos outros países afeta a posição e as políticas de sua delegação.

Lembre-se: você não precisa incluir todos esses tópicos. Entretanto, quando você não conseguir a informação específica sobre algum deles, tente fazer inferências a partir de notícias, declarações e princípios de política externa.

Segue o link, de um exemplo, da estrutura do DPO: http://pt.scribd.com/doc/30762968/MODELO-DE-DPO

Equipe ACNUR (2020).

PRIMAL TIMES: EXTRA, EXTRA!!!

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Nathalia Cassiolato – Repórter responsável pelo ACNUR (2020).

O Primal Times faz a cobertura jornalística do MINIONU. Todos os dias, o jornal circula com notícias e informações sobre os comitês. São cinco edições, cada uma com 12 páginas. A cobertura será feita também pelas redes sociais por meio da página: www.facebook.com/jornalprimaltimes. A equipe deste ano possui 25 integrantes, entre editores, fotógrafos, diagramadores, revisores e repórteres. Todos são alunos do curso de Jornalismo da PUC Minas.

A dupla de delegados do Primal Times presente em cada comitê terá duas funções durante o MINIONU: a de repórter e a de assessor. Além de escrever uma matéria para o jornal sobre os fatos mais importantes do dia, eles também irão participar das coletivas de imprensa que serão filmadas. O Primal Times terá também repórteres para auxiliar os delegados e mediar demandas dos diretores com a redação do Jornal. Ao contrário dos delegados, os repórteres não vão ficar o tempo todo dentro do comitê.

O lobby é uma ferramenta legítima da democracia, uma atividade organizada, exercida dentro da lei e da ética, por grupos de interesses definidos e legítimos, com o objetivo de serem ouvidos e, portanto, nestas condições, será permitido.

É importante estabelecer um diálogo que favoreça a comunicação entre as partes, principalmente no dia-a-dia, na troca de críticas e sugestões. Para que os integrantes do Primal Times consigam exercer o papel que lhes cabe é necessária à compreensão e colaboração dos diretores, delegados e voluntários. Ter acesso às informações e as reuniões dos comitês é fundamental no processo de construção da matéria e na divulgação correta da notícia. 616909_115595911919687_1329530514_o

Nathalia Cassiolado.